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Vacinação contra a gripe continua com foco em idosos, gestantes, puérperas e crianças

Campanha terminaria nesta sexta-feira (9/7), mas meta ainda não foi alcançada

Por Jorge Ramos em 09/07/2021 às 19:08:21
É preciso manter intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas da gripe e da Covid, independentemente de qual foi a primeira - Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini / Arquivo

É preciso manter intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas da gripe e da Covid, independentemente de qual foi a primeira - Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini / Arquivo

A campanha de vacinação contra a gripe, que terminaria nesta sexta-feira (9/7), foi prorrogada. No Rio Grande do Sul, a partir de decisão tomada nesta semana pela Secretaria da Saúde (SES) e municípios, continua com foco na imunização de idosos, crianças, gestantes e puérperas. Esses grupos são considerados os mais vulneráveis para o agravamento da doença, com risco de complicações, internações e óbitos por influenza.

Como a cobertura vacinal não alcançou a meta de 90% prevista pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI), a estratégia é que os municípios reservem as doses necessárias para a imunização dos públicos preferenciais. Depois disso, enquanto houver doses, a vacinação poderá ser ampliada para toda a população a partir dos seis meses de idade.

O público idoso (pessoas acima de 60 anos) é o mais numeroso, estimado em 2.143.707 residentes no Rio Grande do Sul. Até o momento, foram aplicadas um pouco mais da metade, 1.277.100 doses, equivalente a 59,6% de cobertura vacinal.

Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do RS, João Senger reafirma o apoio da instituição à campanha de vacinação contra a gripe nos grupos com maior risco de desenvolver quadros mais graves. "A vacina é um benefício para todos, principalmente para os idosos", informa o médico, convocando as pessoas com mais de 60 anos a se vacinarem. "A vacina é uma proteção extremamente importante de prevenção, principalmente para os idosos", acrescenta.

O grupo de gestantes e puérperas, que soma 117.541 mulheres, alcançou cobertura de 58,9% em gestantes e 62,4% em puérperas. A preocupação com as gestantes se deve às mudanças fisiológicas que ocorrem no corpo feminino antes e depois do parto.

Conforme a presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul, Ana Selma Picoloto, as grávidas têm a um maior volume de líquido circulando no corpo e uma diminuição da capacidade pulmonar, isso pode acarretar um quadro respiratório mais grave do que em mulheres que não estão grávidas. "Uma gestante tem duas vezes mais riscos de ser internada do que uma mulher que não está neste período", alerta.

A médica acrescenta que "não é só o coronavírus que causa infecção respiratória grave nas gestantes, o vírus influenza também pode levar a um grande risco de insuficiência respiratória, risco de internação em UTI, interrupção precoce da gravidez e até o risco de óbito da mãe e do bebê".

Ana Selma, que é ginecologista e obstetra, se referiu, ainda, às puérperas, que são as mães que acabaram de ter bebê, dizendo que esse grupo também têm o risco aumentado de apresentar um quadro bastante grave, com uma infecção respiratória muito séria. A médica informa que a vacina em puérperas também é muito importante porque durante a amamentação as mães podem transmitir anticorpos para os bebês menores de seis meses e que ainda não podem receber a vacina.

Outro grupo prioritário que chega a 61,9% da cobertura vacinal, com 522.190 doses aplicadas, é o das crianças acima dos 6 meses e menores de 6 anos. Esse grupo tem uma população estimada em 765.827 no RS.

"Como a gripe é altamente contagiosa, as crianças têm papel importante na cadeia de transmissão do vírus", afirma a diretora da Sociedade de Pediatria do RS, Denise Leite Chaves. A médica lembra que "a vacina está disponível na rede pública e é a melhor maneira que temos para prevenir e para que a gripe não seja um problema a mais além da Covid-19".

• Clique aqui e acompanhe os números da vacinação contra a gripe.

Vacinação Covid e gripe

É preciso manter um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas da gripe e da Covid-19, independentemente da ordem de qual foi a primeira.

A orientação visa dar maior segurança para que, qualquer evento adverso pós-vacinação que possa surgir de uma não seja confundido com o outro imunizante.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

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