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Em Rio Grande, m√©dico √© indiciado por importunação sexual de paciente em posto de sa√ļde

Por REDAÇÃO em 16/11/2023 às 09:14:25
Clínico-geral permanece preso há mais de uma semana, após denúncia de vítima. (Foto: EBC)

Clínico-geral permanece preso há mais de uma semana, após denúncia de vítima. (Foto: EBC)

Preso preventivamente h√° mais de uma semana por importunação sexual de pacientes em posto de saúde na cidade de Rio Grande (Litoral Sul), um médico de 63 anos foi indiciado pela Polícia Civil. O inquérito j√° chegou ao Ministério Público gaúcho, que poder√° apresentar denúncia à Justiça, tornando o investigado em réu.

A prisão foi deflagrada após incidente registrado no dia 6 em uma unidade municipal de pronto atendimento na Praia do Cassino, da qual o investigado acabou sofrendo desligamento como clínico-geral. Em entrevista à imprensa nesta semana, a delegada respons√°vel pelo caso, Alexandra Sosa, forneceu alguns detalhes:

"Sentado em sua cadeira ao atender uma mulher, o médico a virou de costas e a colocou entre suas pernas, com blusa e sutiã levantados, sob o argumento de auscultar os pulmões, mas com o seu corpo encostado na paciente".

A vítima do abuso, sentindo-se violada mas saber como reagir no momento, contou a enfermeiras do posto o que havia ocorrido. Elas então telefonaram para a Polícia Civil, que enviou equipe ao local.

Além do relato da paciente, foram ouvidas funcion√°rias que mencionaram queixas anteriores contra o clínico-geral, que acabou preso em flagrante. Ele permaneceu em sil√™ncio na delegacia e depois foi transferido à Penitenci√°ria Estadual de Rio Grande, onde permanece até agora. Os outros casos supostamente protagonizados pelo médico também são algo de investigação.

"Conduta reiterada"

No dia seguinte, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito. Conforme o promotor Marcelo Thormann, "a conduta praticada é inadmissível por parte de um profissional da saúde, agravada por ter sido praticada durante a prestação de um serviço essencial".

A solicitação da medida levou em considerou a tomada de depoimentos indicando que a conduta do médico seria reiterada. Isso porque outras pacientes acabaram criando coragem para apresentar o mesmo tipo de queixa contra ele.

"Assim, como garantia da ordem pública e para evitar a reiteração da conduta delitiva, o pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul foi acolhido pela juíza plantonista Denise Dias Freire", diz o texto divulgado pelo órgão.

O SUL (Marcello Campos)

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